Novo estudo aponta potencial do medicamento para alcançar remissão da doença em diversas populações
Pesquisas recentes indicam que o ofatumumabe, um anticorpo monoclonal inovador, pode redefinir o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente. De acordo com um ensaio clínico financiado pela Novartis, fabricante do medicamento, o ofatumumabe mostrou-se mais eficaz do que terapias tradicionais ao induzir a remissão da doença em pacientes de diferentes etnias.
Comparativo entre tratamentos: ofatumumabe e teriflunomida
No estudo, que envolveu aproximadamente 1.900 pacientes, o desempenho do ofatumumabe foi comparado ao da teriflunomida, um medicamento amplamente utilizado nos últimos 10 anos. A diversidade dos participantes foi um ponto de destaque: 82% eram brancos, 8% hispânicos, 4% asiáticos e 3% negros. Essa variedade permitiu avaliar a eficácia do tratamento em diferentes grupos étnicos.
Os participantes foram divididos em dois grupos: um recebeu doses mensais de 20 mg de ofatumumabe, enquanto o outro foi tratado diariamente com 14 mg de teriflunomida. Durante os dois anos de acompanhamento, o objetivo principal foi atingir a “atividade nula da doença”, ou seja, a ausência de novas recaídas, progressão da incapacidade ou surgimento de lesões detectadas por ressonância magnética.

Resultados promissores e impacto por etnia
Os dados coletados revelaram que o ofatumumabe superou a teriflunomida em todos os grupos avaliados:
- Pacientes brancos: 37% dos tratados com ofatumumabe alcançaram a ausência de atividade da doença, contra 17% no grupo da teriflunomida.
- Pacientes negros: 33% tiveram remissão com ofatumumabe, enquanto apenas 3% obtiveram o mesmo resultado com teriflunomida.
- Pacientes hispânicos: 37% contra 19%.
- Pacientes asiáticos: 43% em comparação a 22%.
Esses resultados reforçam a eficácia do ofatumumabe como uma opção terapêutica diferenciada para populações diversas.
Segurança e efeitos colaterais do ofatumumabe
As taxas de efeitos adversos foram semelhantes entre os dois grupos, indicando que o ofatumumabe apresenta um perfil de segurança comparável ao da teriflunomida, apesar de sua maior eficácia.
Esperança renovada para pacientes com esclerose múltipla
Os pesquisadores envolvidos no estudo ressaltaram que o ofatumumabe representa um avanço significativo no tratamento da esclerose múltipla, oferecendo uma alternativa promissora para pacientes que buscam um controle mais efetivo da doença. Este medicamento pode trazer novas perspectivas para aqueles que convivem com essa condição desafiadora, independentemente de sua origem étnica.
Com a confirmação de sua eficácia e segurança, o ofatumumabe se posiciona como um marco no combate à esclerose múltipla, trazendo esperança para milhares de pacientes em todo o mundo.
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FONTE: https://site.cff.org.br/noticia/Noticias-gerais/07/01/2025/ofatumumabe-novo-medicamento-pode-levar-esclerose-multipla-recorrente-a-remissao